AYÉ ÀTI ORUN
"Ayé àti Orun” é uma série fotográfica que articula corpo, ancestralidade e espiritualidade a partir de referências da cosmologia iorubá.
A série organiza-se em torno de uma balaclava coberta por búzios, incorporada como elemento central da construção visual. Associados a práticas espirituais de matriz africana, os búzios operam aqui como símbolos de memória, destino e conexão ancestral. A partir do conceito de Orí, entendido como dimensão física e espiritual da cabeça, o trabalho desloca o foco da identidade visível para a força interior e para o campo sagrado do ser.
Ao velar o rosto e enfatizar o corpo em estado performativo, a série afirma presença, continuidade e pertencimento.
"Ayé àti Orun” inscreve o corpo negro como território de sacralidade e potência simbólica.

